Equipa

Miguel Carmo

Engenheiro do Ambiente, fez mestrado em Ecologia da Paisagem focado nos padrões ecológicos e morfológicos da propagação de incêndios no norte de Portugal. Trabalhou em Moçambique e Guiné-Bissau (2009-2013) e terminou o doutoramento em 2018, no qual procurou reconstruir as transformações nos sistemas de cultivo e de reposição da fertilidade do solo entre o final do século XIX e 1960 em Portugal. Tem experiência interdisciplinar em investigação sobre incêndios, floresta e agricultura. A sua pesquisa dirige-se hoje ao estudo em perspectiva histórica, entre a primeira modernidade e o século XX, dos modos de produção agrícola.

Ana Isabel Queiroz

Ana Isabel Queiroz é bióloga, doutorada em Arquitetura Paisagista, professora auxiliar do Departamento de Geografia e Planeamento Regional da NOVA FCSH e investigadora do IHC - Instituto de História Contemporânea. Das suas experiências formativas e profissionais nas áreas da Ecologia, da Conservação da Natureza e da História Ambiental, emergiu o interesse pela construção das paisagens contemporâneas. A investigação tem sido desenvolvida no quadro das dinâmicas sociais e políticas da própria ruralidade, através de abordagens quantitativas e qualitativas. Em 2009, ganhou o prémio “Comunicar Ambiente”, atribuído ao seu livro “A Paisagem de Terras do Demo”, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Frederico Ágoas

Sociólogo, doutorado em sociologia (2011) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É investigador auxiliar do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA FCSH), ao abrigo de um contrato de investigação financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Foi pesquisador-bolsista na Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPDOC FGV), no Rio de Janeiro. Trabalha no âmbito da sociologia histórica, da história das ciências humanas e da sociologia do conhecimento. Os seus interesses de pesquisa incluem a história da investigação social, a construção do Estado moderno e a ciência colonial. É membro do ISA Research Committee on the History of Sociology (ISA RC08) e membro da Network for the History of Empirical Social Research (NHESR). No CICS.NOVA co-organiza o seminário permanente de investigação Cultura, Ciência e Política em Portugal no Século XX.

Joana Sousa

Investigadora do Centro de Estudos Sociais (Universidade de Coimbra), tem centrado o seu trabalho no cruzamento entre a ecologia e a antropologia – interdisciplinaridade que aprofundou com o doutoramento e a pesquisa na Guiné-Bissau e Quénia. Prossegue com o trabalho na Guiné-Bissau agora em temáticas relacionadas com o arroz de mangal e os efeitos do aquecimento global, no âmbito de um projeto interdisciplinar que atravessa ciências políticas, ecologia e antropologia (MARGINS). Recentemente interessou-me também por outras realidades cuja análise cruza igualmente modos de vida rurais, economias globais e alterações climáticas: a dos incêndios em Portugal. O FIREUSES leva-la a temáticas como a história, a memória e antropologia dos fogos.

José Ferreira

Licenciado em História (NOVA-FCSH, 2009) e mestre em História Moderna (FCSH-NOVA, 2011). Concluiu recentemente o doutoramento em História no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa, 2021), no âmbito do programa doutoral PIUDHist. A sua tese procurou analisar os esforços das autoridades coloniais portuguesas para transformar, rentabilizar e governar o mundo natural e as populações do interior montanhoso e densamente florestado de Goa, entre o final do século XVIII e o século XIX. No projeto FIREUSES, a sua investigação centra-se nas múltiplas interações entre o estado, os cientistas e o meio natural em torno do tema do fogo.

Marta Silva

Doutora em História Contemporânea pela NOVA-FCSH com uma tese sobre emigração irregular em contexto rural e a figura do intermediário. Investigadora no Instituto de História Contemporânea. Tem privilegiado a pesquisa em áreas rurais de baixa densidade, nos distritos de Viseu e da Guarda, onde observa o papel de agentes mediadores no interior das relações de força e as dinâmicas sociais locais em relação com o poder central e os seus representantes “periféricos”. A investigação histórica, baseada sobretudo em metodologias qualitativas (como a história oral), dialoga com disciplinas como a antropologia ou a sociologia. Participou em vários projetos multidisciplinares que, tal como o FIREUSES, abordaram momentos de resistência, de conflito e de transformação sócio espacial.

Francisco Moreira

Investigador principal do grupo de investigação ‘Biodiversidade em Ecossistemas Agrícolas e Florestais’, no Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), Universidade do Porto, Portugal. É também membro do pólo do CIBIO no Instituto de Agronomia, Universidade de Lisboa. Os seus principais temas de investigação actuais incluem os impactos ambientais de modificações na gestão agrícola no Mediterrâneo e a gestão dos incêndios florestais. Foi coordenador da COST Action FP0701 ‘Gestão pós-fogo no Sul da Europa’ (2008-2012; com 22 países participantes) e do centro de projecto PHOENIX do Instituto Florestal Europeu (2005-2012), um consórcio de 25 organizações que realizam investigação sobre a ecologia do fogo. Foi editor principal de um livro sobre ecologia do fogo publicado em 2012 pela editora Springer.

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